sábado, 17 de outubro de 2009

Meu amor de sempre



 



Não é segredo para ninguém que eu sou uma mulher apaixonada. Mas o que ninguém sabe é que amo o mesmo moço há 13 anos. O nome dele é João Paulo. Nasceu no dia 17 de outubro de 1996 de dentro da barriga da minha irmã. Quando ele chegou lá em casa, com pouquíssimos dias de vida, eu o achei muito feio. Fiquei com pena da mana e do meu cunhado. Eu acho que ele notou essa minha desaprovação estética e como vingança passou um mês chorando todas as madrugadas dentro da minha casa. Mas convenhamos, ele era todo vermelho, com olhos amarelos e a clássica cara de joelho, não tinha dizer: “ Ai que amor.”

Depois foi a minha vez de ir para casa dele. Fui lá cuidar o rebento, já que minha irmã tinha que voltar ao trabalho. Quando chego a Pelotas, dou de cara com um puta nenezão coisa mais linda: Obrigada senhor, vos sabes o quanto eu não gosto de gente feia e não me castigou com um sobrinho tinhoso. O guri estava lindo que parecia de capa de revista. Então ficávamos eu e ele, juntinhos durante toda tarde. Nossa principal brincadeira era a baba voadora: a ação consistia em colocar o pequeno afilhado nos joelhos e imitar um avião. Devido à falta de dentes e o riso incontrolável, JP fica de boca aberta babando em mim. Lindo! Alias tudo era lindo: soltava um pum, lindo. Arrotava, lindo. Coco no ponto, lindo. Mijar na cara da avó, lindo também.

E o meu piá foi crescendo. Meio Édipo, mais foi. Apaixonado, passionalmente, pela mãe, aos três anos a tarefa de cuidar dele era coisa para profissional. O guri virava em goela toda vez que a mãe dele saia para trabalhar. Para o leitor ter uma noção de tempo ele começa a berrar na hora do Jornal Hoje e só parava no final do Vale a pena ver de novo. E eu fazia de tudo para acalmar o macro baby: dançava, rolava do chão, dava colo, picolé (que ele pedia para assoprar porque estava saindo fumaça)...Enfim, tudo, mas ele só parava quando cansava.

Aprendeu a andar, bater no gato (eu não tenho nada a ver com isso), cantar, fazer carinhas engraçadas e olhar filme. Entre os preferidos do moreno bocudo o que mais se destacava era o desenho do Hercules, assistido 6478229172 vezes por dia.  Passeios de bike, sanduíche com pepino e MUITO catchup, idas à Baronesa, porradaria no Mortal Combate, idas ao laranjal e leitinho com Nescau. Tudo isso me faz lembrar o João.

O JP sabe, e eu sempre vou dizer, que ele e a gorda são as coisas mais lindas da minha vida. Não sei nem explicar o amor que eu sinto por eles, é acima de tudo e de qualquer coisa. É puro e inabalável. Tenho muito orgulho de ver esse guri crescendo amigos de seus amigos, gatinho das guriazinhas, neto querido, sobrinho parceiro, brincalhão, humilde, educado, generoso, paciente( como o pai) e gato, muito gato: moreno, que vai ser alto, bonito e sensual, talvez seja os motivos dos meus problemas, já sou uma tia mega psicopata e morro de ciúmes dele.

Enfim, de todos os presentes que a minha irmã me deu (e olha que não foram poucos) sem duvida o filhotinho de tatu é o melhor. Ela me deu meu primeiro filho e ainda criou e sustentou-o pra mim. Eu sempre digo que o João nasceu educado, por que ele sempre foi um cavalheiro e isso não foi minha irmã que ensinou (e muito menos eu).  Te amo pequeno, mais que tudo, além de tudo e para todo sempre.



Um comentário:

  1. Aiii que lindo!! Tenho pena dele ... imagina quando quiser te apresentar a namorada, Jesus!
    Mas é tão bonito esse amor

    beijo

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